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Uber bate 200 milhões de usuários, mas lucros ficam aquém

Uber bate 200 milhões de usuários, mas lucros ficam aquém
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Base cresce 18% no 4º tri de 2025, mas lucro operacional aquém das projeções provoca baixa nas ações e levanta dúvidas sobre robotáxis.

Atualizado em 05 de fevereiro de 2026 às 10:36

Em relatório divulgado em 5 de fevereiro de 2026, a Uber Technologies Inc. anunciou que bateu a marca de 202 milhões de usuários ativos no quarto trimestre de 2025, mas apresentou lucro operacional abaixo das estimativas do mercado.

A reação imediata dos investidores se traduziu em queda de até 10% nas ações da companhia nas negociações que antecederam a abertura dos mercados.

Usuários em expansão recorde

O número de usuários ativos subiu 18% em relação ao quarto trimestre de 2024, mais que dobrando o patamar de 100 milhões registrado em 2019. As reservas totais atingiram US$ 54,1 bilhões, equivalente a R$ 282,4 bilhões, um crescimento robusto que ressalta a força da plataforma.

Lucro operacional pressionado

Apesar desse desempenho, o lucro operacional reportado foi de US$ 1,77 bilhão (R$ 9,26 bilhões), abaixo das previsões de analistas, que esperavam US$ 1,85 bilhão (R$ 9,67 bilhões).

O valor representa alta de 130% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas ficou aquém do patamar necessário para sustentar a valorização das ações.

Impacto dos robotáxis

Entre as principais inquietações do mercado está o avanço dos veículos autônomos (AVs). Concorrentes como Waymo, Tesla e Zoox aceleram seus projetos próprios, afetando potencialmente o modelo de negócios da Uber.

“Os acordos atuais com empresas de veículos autônomos garantem margens semelhantes às de outros produtos”, afirmou o CEO Dara Khosrowshahi na divulgação dos resultados.

Segundo Khosrowshahi, a expertise da Uber em conectar passageiros a motoristas, humanos ou não, posiciona a empresa para liderar a nova fase de transporte autônomo.

Aposta em parcerias e volatilidade

Nos últimos doze meses, a Uber firmou mais de uma dezena de parcerias em mobilidade autônoma, incluindo aporte de US$ 500 milhões na canadense Waabi.

Por outro lado, as apostas pressionaram o lucro líquido do trimestre para US$ 296 milhões (R$ 1,5 bilhão), impactado por perdas de US$ 1,6 bilhão (R$ 8,4 bilhões) em participações na Lucid, Grab e Aurora.

O CFO Prashanth Mahendra-Rajah, que deixará o cargo em fevereiro, advertiu que os resultados seguirão voláteis devido a oscilações nesses investimentos. Seu sucessor será Balaji Krishnamurthy, atualmente responsável pelo relacionamento com investidores.

Projeções para 2026

Para o primeiro trimestre de 2026, a companhia projeta ganhos ajustados entre US$ 2,37 bilhões e US$ 2,47 bilhões, montante levemente abaixo das expectativas de US$ 2,44 bilhões do mercado.

Visão de futuro

Apesar dos desafios de rentabilidade, Khosrowshahi mantém confiança no modelo híbrido de transporte convencional e autônomo, estimando um potencial de mercado em “multitrilhões de dólares”.

O grande desafio agora é transformar o crescimento expressivo da base de usuários em lucros consistentes, sem ficar para trás na revolução dos robotáxis.

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