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Peixes mais consumidos no Brasil

Peixes mais consumidos no Brasil
Mahmudul Hasan - Pexels

Da tilápia à sardinha: espécies comuns, formas de consumo e cuidados na hora da compra

Atualizado em 14 de fevereiro de 2026 às 13:05

No Brasil, o consumo de peixes concentra-se em espécies como tilápia, sardinha, salmão, bacalhau e atum, consumidas por motivos de preço, disponibilidade, tradição culinária e praticidade; atualmente esses peixes aparecem em formas frescas, congeladas, enlatadas ou dessalgadas em diferentes regiões do país.

Principais espécies e por que são populares

Tilápia: peixe de água doce criado em viveiros e encontrado com facilidade em supermercados e feiras. É valorizada pela carne branca, versatilidade na cozinha e preço acessível.

Sardinha: muito consumida na forma enlatada e também fresca em regiões litorâneas. É popular por ser nutritiva, prática e presente em receitas simples do dia a dia.

Salmão: consumido principalmente em cortes frescos ou congelados e em preparações como grelhados e sashimis. Apesar de ter preço mais alto, ganhou espaço por sabor e perfil nutricional.

Bacalhau: na versão seca e salgada, é presença garantida em pratos tradicionais, especialmente em datas comemorativas. Embora seja uma opção importada e processada, mantém forte demanda.

Atum: consumido enlatado, fresco ou em postas, é procurado por praticidade (enlatados) e por preparações como grelhados e ceviches quando fresco.

Pescada, robalo, corvina e linguado: peixes de água salgada apreciados nas regiões costeiras e em restaurantes. Cada um tem uso culinário próprio, do filé grelhado ao caldo para moquecas e caldeiradas.

Regiões amazônicas: no Norte, espécies como tambaqui e pirarucu são tradicionais e importantes na alimentação local, com forte presença em mercados e pratos regionais.

Formas de consumo, regionalidades e sustentabilidade

Os peixes são consumidos de maneiras variadas: frescos, resfriados, congelados, enlatados e em versões salgadas e secas. A escolha depende de disponibilidade, preço e tradição culinária por exemplo, o bacalhau salgado é mais presente em festas, enquanto a sardinha enlatada é comum no cotidiano.

As preferências também seguem perfil regional: no litoral há maior oferta de robalo, corvina e pescada; no Sul e Sudeste, salmão e tilápia têm forte presença nos cardápios; no Norte, peixes amazônicos dominam mercados locais.

Questões de sustentabilidade e origem estão cada vez mais presentes nas escolhas dos consumidores. A aquicultura responde por boa parte do abastecimento de espécies como tilápia e salmão, enquanto a pesca extrativa abastece mercados de peixes marinhos e amazônicos. Optar por produtos com certificação de pesca responsável ou informações de procedência ajuda a reduzir impactos ambientais.

Dicas práticas na hora da compra: peça frescor, peixe fresco tem cheiro leve, carne firme e olhos claros; em peixes inteiros, observe brânquias com coloração viva; prefira embalagens íntegras e leia rótulos para verificar data de validade e origem. Para peixes salgados ou secos, confira instruções de dessalgue e procedência.

Na cozinha, esses peixes se adaptam a técnicas diversas: grelhados, assados, fritos, ensopados e em preparações como moqueca e caldeirada. A escolha entre fresco, congelado ou enlatado depende do prato desejado e da praticidade necessária.

Em resumo, a variedade de peixes consumidos no Brasil reflete a extensão territorial, a diversidade cultural e as formas de produção — da aquicultura comercial às pescas artesanais , oferecendo opções para diferentes bolsos e paladares.

Autor

Biólogo e Médico Veterinário, com atuação voltada à saúde e bem-estar animal. Possui interesse nas áreas de clínica médica de pequenos animais.