Consumidor brasileiro tende a escolher bacalhau, sardinha e tilápia durante a Quaresma, período entre a Quarta‑feira de Cinzas e o Domingo de Páscoa em que a tradição católica recomenda evitar carne vermelha; a preferência por essas espécies reflete tradição, preço e disponibilidade regional.
Quais peixes predominam
Bacalhau aparece com destaque nas refeições festivas da Quaresma e da Semana Santa, sobretudo em cidades e lares que preservam a herança gastronômica portuguesa. Apesar de ser salgado e geralmente importado, ele continua símbolo de pratos elaborados como a bacalhoada.
Sardinha e atum são escolhas frequentes por serem versáteis e encontradas tanto frescas quanto em conserva. A sardinha enlatada é ingrediente prático para sanduíches, saladas e tortas, enquanto o atum aparece em postas grelhadas e em conservas.
Tilápia e pescada (merluza/pescada branca) costumam liderar o consumo em mercados por terem sabor neutro, preço acessível e adaptação a diferentes preparos: frita, assada, grelhada ou em moquecas e caldeiradas.
Salmão ganhou espaço nas mesas mais urbanas e em versões refrigeradas e congeladas, sendo valorizado pelo sabor e pela textura, ainda que geralmente mais caro.
Cação e outros peixes de carne mais firme são usados em pratos regionais como ensopados e moquecas, com preferência nas zonas litorâneas onde há maior variedade de espécie e preparo tradicional.
Como escolher e preparar na Quaresma
Ao comprar, observe o aspecto: peixe fresco tem cheiro suave, olhos claros e carne firme. Para pescados inteiros, guarde-os em gelo e consuma em até 24 a 48 horas; filés bem embalados podem durar mais tempo na geladeira ou no congelador.
Na hora do preparo, há opções para todos os gostos e orçamentos. O bacalhau pede dessalga e combina com batata, azeitona e ovos; sardinha pode ser assada ou usada em receitas com tomate e ervas; a tilápia é ótima para empanar ou grelhar.
Pratos tradicionais da Quaresma incluem a bacalhoada, caldeiradas, moquecas e ensopados que valorizam ingredientes regionais como leite de coco, dendê e pimentas no Nordeste, ou ervas e azeite nas versões do Sudeste e Sul.
Sustentabilidade e alternativas conscientes
Além da tradição, a escolha do peixe pode levar em conta a sustentabilidade. Procurar selos de pesca responsável, optar por espécies de cultivo certificado ou preferir peixes locais e sazonais ajuda a reduzir a pressão sobre estoques sobre explorados.
Consumidores preocupados com o meio ambiente também podem variar o cardápio priorizando espécies com histórico de manejo mais seguro ou escolhendo produtos provenientes de aquicultura certificada.
Por fim, planejar as compras evita desperdício: compre a quantidade adequada ao número de refeições e aproveite partes do peixe em sopas e caldos, estendendo o valor nutricional e econômico da compra.