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Pedras de curling: de onde vêm as pedras olímpicas

Pedras de curling: de onde vêm as pedras olímpicas
SHVETS production - Pexels

A maioria sai de Ailsa Craig e jazidas britânicas; entenda por que esse granito é escolhido

Atualizado em 18 de fevereiro de 2026 às 17:31

As pedras de curling usadas nos Jogos Olímpicos de Inverno vêm majoritariamente de jazidas no Reino Unido, sobretudo da ilha de Ailsa Craig, na Escócia, e de pedreiras em Trefor, no norte do País de Gales, porque o granito dessas fontes tem características físicas que o tornam ideal para a pista de gelo e para a competição internacional.

Por que Ailsa Craig e Trefor são preferidas

O diferencial dessas rochas está na sua composição e na microestrutura. O granito de Ailsa Craig, em especial, é um tipo de microgranito com baixa porosidade e grande resistência ao choque térmico e à infiltração de água. Essas propriedades diminuem a formação de fissuras internas causadas pelo gelo e pela água que fica em contato com a pedra, prolongando a vida útil dos implementos.

Além disso, alguns afloramentos apresentam grãos muito finos e uma textura uniforme que favorece a escovação e os ajustes finos de corrida (o chamado running surface). Por isso, fabricantes especializados e federações de curling recorrem a essas fontes quando precisam de pedras que respondam de forma previsível durante as partidas.

Como as pedras são fabricadas e aprovadas

O processo passa por extração, seleção das peças brutas, corte e usinagem para obter o formato e o peso regulamentares. Depois, a superfície de contato com o gelo é calibrada e polida por técnicos experientes, que também instalam o cabo ou alça que permite que o jogador lance e gire a pedra.

Antes de serem usadas em competições de alto nível, como os Jogos Olímpicos, as pedras são inspecionadas e homologadas por órgãos reguladores do esporte. Critérios incluem simetria, acabamento do anel que roda no gelo e comportamento em testes de corrida e precisão.

Logística e conservação

Para eventos internacionais, as pedras costumam ser fornecidas por fabricantes especializados que têm acesso a esses granitos e experiência no acabamento. Em muitos casos, pedras já utilizadas em Olimpíadas anteriores ou em campeonatos mundiais são revalidadas e reutilizadas, porque o material é duradouro quando bem cuidado.

Como algumas jazidas são pequenas e de difícil acesso, a extração é feita de forma controlada, e há preocupação com a conservação do local de origem. Essa escassez relativa explica por que certos tipos de granito, como o chamado “Blue Hone” de Ailsa Craig, têm reputação alta entre jogadores e selecionadores de material.

O valor esportivo e simbólico das pedras

Mais do que um implemento técnico, as pedras carregam história: muitas competições utilizam conjuntos que passaram por várias gerações de atletas. A origem das pedras, Ailsa Craig, Trefor e outras jazidas tradicionais é frequentemente mencionada como parte da identidade e da tradição do curling, esporte que combina precisão, técnica e estratégia.

Autor

Biólogo e Médico Veterinário, com atuação voltada à saúde e bem-estar animal. Possui interesse nas áreas de clínica médica de pequenos animais.