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Ondas de calor: como proteger seu bebê

Ondas de calor: como proteger seu bebê
Divulgação

Pediatra neonatologista Renata Castro detalha sinais de alerta e orienta ventilação, roupas leves e hidratação para recém-nascidos

Atualizado em 06 de fevereiro de 2026 às 15:52

Durante o verão, a pediatra neonatologista Renata Castro, da CNN Review, alerta que ondas de calor representam ameaça real a recém-nascidos e bebês nos primeiros 12 meses de vida. Com o sistema de termorregulação ainda imaturo, essas crianças ficam mais suscetíveis à desidratação, hipertermia e até ao risco de morte súbita do lactente.

Bebês e recém-nascidos possuem um sistema de termorregulação ainda imaturo, produzindo mais calor metabólico por quilo de peso e apresentando maior proporção de água corporal, o que os torna mais suscetíveis à elevação perigosa da temperatura corporal.”

Por essa razão, a especialista recomenda monitoramento constante das crianças em dias quentes, observando temperatura e coloração da pele, que podem ficar quentes, avermelhadas ou excessivamente suadas. Outros sinais de alerta incluem irritabilidade, choro persistente, sonolência excessiva, respiração acelerada, boca e lábios secos e diminuição do volume de urina.

  • Apatia e vômitos;

  • Moleira afundada e taquicardia;

  • Febre sem foco aparente ou convulsões.

Em qualquer dessas situações, busca imediata de atendimento médico é indispensável.

Ambiente fresco e roupas adequadas

Para aliviar o desconforto térmico, Renata Castro indica manter o quarto ventilado ou climatizado com ventiladores ou ar‑condicionado em temperatura moderada, evitando que o fluxo de ar frio incida diretamente sobre o bebê. Roupas leves, de cores claras e tecidos respiráveis, como algodão, favorecem a perda de calor.

Recursos complementares para dias extremos

Em picos de temperatura, pequenas estratégias podem fazer diferença:

  • Compressas levemente frias aplicadas no pescoço, axilas e virilhas;

  • Bolsinhas térmicas ou mordedores gelados, que ajudam a refrescar sem agredir a pele;

  • Chapéus com proteção UV para passeios; umidificadores asseguram umidade adequada do ar;

  • Brinquedos com água e piscinas infláveis rasas, unindo diversão e alívio térmico para crianças mais velhas.

Roupas leves, claras e de algodão facilitam a perda de calor, assim como banhos mornos e a aplicação de compressas levemente frias em regiões como pescoço, axilas e virilhas.

Cuidados na rotina

Em dias quentes, os cochilos devem ocorrer em local ventilado ou climatizado, sem o uso de cobertores ou protetores de berço. Os banhos precisam ser mornos — nunca frios — para não provocar choque térmico.

Se o bebê for levado para passear, evite exposição direta ao sol entre dez horas da manhã e quatro horas da tarde, prefira sombras e carrinhos com telas protetoras e ventilação apropriada.

Na alimentação, crianças acima de seis meses devem receber água com maior frequência; lactentes podem manter o aleitamento usual, pois o leite materno oferece hidratação suficiente.

Resumo da importância

Observar ativamente os sinais de estresse térmico e adotar estratégias de resfriamento desde o ambiente até a rotina de passeios, alimentação e vestuário ajuda a reduzir riscos. Essas práticas, quando integradas ao cuidado diário, têm potencial de prevenir complicações sérias e oferecer mais conforto aos pequenos.

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