Durante o verão, a pediatra neonatologista Renata Castro, da CNN Review, alerta que ondas de calor representam ameaça real a recém-nascidos e bebês nos primeiros 12 meses de vida. Com o sistema de termorregulação ainda imaturo, essas crianças ficam mais suscetíveis à desidratação, hipertermia e até ao risco de morte súbita do lactente.
Bebês e recém-nascidos possuem um sistema de termorregulação ainda imaturo, produzindo mais calor metabólico por quilo de peso e apresentando maior proporção de água corporal, o que os torna mais suscetíveis à elevação perigosa da temperatura corporal.”
Por essa razão, a especialista recomenda monitoramento constante das crianças em dias quentes, observando temperatura e coloração da pele, que podem ficar quentes, avermelhadas ou excessivamente suadas. Outros sinais de alerta incluem irritabilidade, choro persistente, sonolência excessiva, respiração acelerada, boca e lábios secos e diminuição do volume de urina.
Apatia e vômitos;
Moleira afundada e taquicardia;
Febre sem foco aparente ou convulsões.
Em qualquer dessas situações, busca imediata de atendimento médico é indispensável.
Ambiente fresco e roupas adequadas
Para aliviar o desconforto térmico, Renata Castro indica manter o quarto ventilado ou climatizado com ventiladores ou ar‑condicionado em temperatura moderada, evitando que o fluxo de ar frio incida diretamente sobre o bebê. Roupas leves, de cores claras e tecidos respiráveis, como algodão, favorecem a perda de calor.
Recursos complementares para dias extremos
Em picos de temperatura, pequenas estratégias podem fazer diferença:
Compressas levemente frias aplicadas no pescoço, axilas e virilhas;
Bolsinhas térmicas ou mordedores gelados, que ajudam a refrescar sem agredir a pele;
Chapéus com proteção UV para passeios; umidificadores asseguram umidade adequada do ar;
Brinquedos com água e piscinas infláveis rasas, unindo diversão e alívio térmico para crianças mais velhas.
Roupas leves, claras e de algodão facilitam a perda de calor, assim como banhos mornos e a aplicação de compressas levemente frias em regiões como pescoço, axilas e virilhas.
Cuidados na rotina
Em dias quentes, os cochilos devem ocorrer em local ventilado ou climatizado, sem o uso de cobertores ou protetores de berço. Os banhos precisam ser mornos — nunca frios — para não provocar choque térmico.
Se o bebê for levado para passear, evite exposição direta ao sol entre dez horas da manhã e quatro horas da tarde, prefira sombras e carrinhos com telas protetoras e ventilação apropriada.
Na alimentação, crianças acima de seis meses devem receber água com maior frequência; lactentes podem manter o aleitamento usual, pois o leite materno oferece hidratação suficiente.
Resumo da importância
Observar ativamente os sinais de estresse térmico e adotar estratégias de resfriamento desde o ambiente até a rotina de passeios, alimentação e vestuário ajuda a reduzir riscos. Essas práticas, quando integradas ao cuidado diário, têm potencial de prevenir complicações sérias e oferecer mais conforto aos pequenos.