O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta terça-feira (3 de fevereiro de 2026), um alerta vermelho — o nível mais grave da escala de avisos meteorológicos — para uma intensa onda de calor que atinge grande parte da Região Sul do Brasil. O fenômeno, que já começou na madrugada de hoje, deve se estender até o final do sábado (7), caracterizando-se por temperaturas pelo menos 5°C acima da média climatológica por período superior a cinco dias consecutivos.
De acordo com o boletim oficial do Inmet, o alerta abrange exatamente 511 municípios distribuídos entre os três estados da região:
Rio Grande do Sul: Predominantemente as áreas do oeste, noroeste, nordeste, centro e parte da campanha gaúcha;
Santa Catarina: Regiões oeste, extremo oeste, planalto norte e planalto sul;
Paraná: Setores sudoeste, oeste, centro-sul e parte do noroeste paranaense.
Essas localidades concentram uma população estimada em mais de 6,5 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE. As capitais regionais — Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba — e as faixas litorâneas dos três estados não estão incluídas no núcleo mais crítico do alerta, embora possam registrar temperaturas elevadas em torno de 35°C a 38°C.
As projeções indicam que o pico da onda de calor ocorrerá entre quinta-feira (5) e sexta-feira (6), quando as máximas devem variar entre 36°C e 40°C na maior parte das áreas afetadas, com registros pontuais próximos ou superiores a 42°C em municípios do interior do Rio Grande do Sul (como Santa Rosa, Uruguaiana e regiões próximas à fronteira oeste) e no extremo oeste catarinense (Chapecó, Xanxerê e arredores). As temperaturas mínimas noturnas também ficarão altas, entre 22°C e 25°C, o que impede uma recuperação térmica adequada durante a noite e intensifica a sensação de abafamento.
O Inmet classifica o evento como de grande perigo à saúde pública devido aos riscos associados ao estresse térmico prolongado. Entre os principais perigos estão:
Desidratação grave e insolação;
Agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias;
Maior incidência de problemas como câimbras, exaustão térmica e, em casos extremos, hipertermia;
Vulnerabilidade especial para crianças, idosos, gestantes, trabalhadores ao ar livre e pessoas com comorbidades (hipertensão, diabetes, obesidade).
Recomendações oficiais incluem beber bastante água (mesmo sem sede), evitar exposição direta ao sol entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, aplicar protetor solar, buscar ambientes climatizados ou com ventilação e observar sintomas como tontura, náuseas, vômitos, confusão mental ou batimentos cardíacos acelerados. Em caso de emergência, procurar atendimento médico imediatamente.
Esse é o primeiro alerta vermelho para onda de calor emitido na Região Sul em 2026, embora o Brasil já tenha registrado episódios semelhantes em outras regiões no início do ano, como no Centro-Oeste e Sudeste. O padrão climático de fevereiro segue influenciado por um bloqueio atmosférico que favorece a subsidência de ar quente e seco sobre o Sul, com pouca ou nenhuma precipitação significativa nas áreas mais críticas. Pancadas de chuva isoladas e passageiras podem ocorrer em pontos isolados, mas sem potencial para aliviar o calor de forma duradoura.
O Inmet mantém monitoramento contínuo e pode emitir atualizações ou prorrogar o alerta caso o sistema persista além do previsto. A Defesa Civil dos estados afetados reforça a mobilização de equipes e a distribuição de orientações à população por meio de canais oficiais, redes sociais e aplicativos de meteorologia.
Especialistas alertam que ondas de calor como esta tendem a se tornar mais frequentes e intensas no contexto das mudanças climáticas, com impactos crescentes na saúde pública, na agricultura (estresse hídrico em lavouras) e no consumo de energia (pico de demanda por refrigeração). A população das áreas em alerta deve priorizar cuidados preventivos nos próximos dias para minimizar riscos.
Para acompanhar em tempo real: acesse o site do Inmet (www.inmet.gov.br), o aplicativo oficial ou portais de meteorologia confiáveis. Fique atento aos avisos municipais e estaduais. (aproximadamente 3.200 caracteres com espaços)