A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) já oferece mais conveniência ao cidadão, mas a promessa de pedir tudo online e receber em casa ainda não vale de forma uniforme no Brasil. Hoje, estados têm modelos diferentes: no Rio Grande do Sul, parte da solicitação pode ser feita pela internet; em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, há opção de receber o documento em casa, desde que o pedido tenha sido feito presencialmente e dentro das regras locais.
O que muda na prática
A CIN é o documento que substitui o antigo RG e usa o CPF como número único de identificação. A primeira emissão em papel é gratuita, e a carteira também tem versão digital no aplicativo Gov.br depois da conclusão do processo. Segundo o governo federal, os modelos antigos continuam válidos até 28 de fevereiro de 2032.
Na prática, isso significa que o brasileiro não precisa correr para trocar o documento imediatamente, mas já encontra, em alguns estados, serviços mais digitais para emissão da nova identidade.
Onde já é possível adiantar o pedido online
No Rio Grande do Sul, o governo estadual lançou em julho de 2025 o sistema Identidade Fácil, que permite preencher dados e enviar pela internet a certidão de nascimento ou de casamento. A medida reduz a etapa presencial ao mínimo necessário, com comparecimento voltado sobretudo para coleta biométrica e fotografia, conforme informou o governo do RS.
Esse detalhe é importante: mesmo quando o processo começa online, a emissão da identidade ainda costuma exigir presença física em algum momento. Isso acontece porque a biometria é uma das bases de segurança do novo documento.
Onde a carteira pode ser entregue em casa
Em Minas Gerais, o portal oficial do estado informa que o cidadão pode escolher receber a CIN pelos Correios ou retirar em unidade de atendimento. O prazo informado é de até 15 dias úteis, com até três tentativas de entrega. Se não houver sucesso, o documento retorna ao local de emissão para retirada posterior, segundo o MG.GOV.BR.
No Rio de Janeiro, o Detran-RJ passou a oferecer a entrega em domicílio em 8 de dezembro de 2025. O serviço é gratuito, depende de atendimento em posto que tenha essa modalidade e prevê prazo de 12 dias úteis, também com três tentativas de entrega, de acordo com o Detran-RJ.
Por que não dá para generalizar para todo o Brasil
Embora a CIN seja nacional, a emissão continua sendo executada pelos institutos de identificação dos estados e do Distrito Federal. Por isso, agendamento, documentos aceitos, prazo, taxa de segunda via, entrega pelos Correios e grau de digitalização do serviço podem variar de uma unidade da federação para outra.
O próprio governo federal orienta o cidadão a consultar o serviço do seu estado pela página oficial da CIN. Em fevereiro de 2026, o Ministério da Gestão informou que o país já havia alcançado 45 milhões de emissões do novo documento, em meio à expansão gradual do atendimento e da integração com o Gov.br, segundo o MGI.
Como saber o que vale no seu estado
Antes de agendar, o mais seguro é verificar no portal estadual ou na página federal da identidade quais etapas já foram digitalizadas na sua região. Em geral, vale checar:
se o pedido pode começar online;
se há necessidade de comparecimento para foto e biometria;
se existe entrega em casa ou retirada presencial;
qual é o prazo estimado de emissão;
quais documentos civis precisam ser apresentados.
O que o leitor precisa guardar
A informação correta, hoje, é a seguinte: a nova identidade pode, sim, ter etapas online e até entrega em casa, mas isso depende do estado. No RS, o avanço está no pedido digital com etapa presencial reduzida. Em MG e no RJ, a entrega domiciliar já aparece como opção em regras oficiais. Fora desses casos, o caminho padrão continua sendo consultar o órgão emissor local e verificar como a CIN está funcionando na sua cidade.
Para a maioria das pessoas, a dica mais útil é simples: não assumir que o serviço é igual em todo o país. A CIN é nacional, mas a experiência de emissão ainda é, na prática, estadual.