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Nova identidade já pode ser pedida online e até chegar em casa

Nova identidade já pode ser pedida online e até chegar em casa
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Facilidade existe, mas ainda não funciona do mesmo jeito em todo o país: no RS, parte do pedido é digital; em MG e no RJ, há entrega domiciliar em regras específicas.

Atualizado em 22 de março de 2026 às 13:45

A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) já oferece mais conveniência ao cidadão, mas a promessa de pedir tudo online e receber em casa ainda não vale de forma uniforme no Brasil. Hoje, estados têm modelos diferentes: no Rio Grande do Sul, parte da solicitação pode ser feita pela internet; em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, há opção de receber o documento em casa, desde que o pedido tenha sido feito presencialmente e dentro das regras locais.

O que muda na prática

A CIN é o documento que substitui o antigo RG e usa o CPF como número único de identificação. A primeira emissão em papel é gratuita, e a carteira também tem versão digital no aplicativo Gov.br depois da conclusão do processo. Segundo o governo federal, os modelos antigos continuam válidos até 28 de fevereiro de 2032.

Na prática, isso significa que o brasileiro não precisa correr para trocar o documento imediatamente, mas já encontra, em alguns estados, serviços mais digitais para emissão da nova identidade.

Onde já é possível adiantar o pedido online

No Rio Grande do Sul, o governo estadual lançou em julho de 2025 o sistema Identidade Fácil, que permite preencher dados e enviar pela internet a certidão de nascimento ou de casamento. A medida reduz a etapa presencial ao mínimo necessário, com comparecimento voltado sobretudo para coleta biométrica e fotografia, conforme informou o governo do RS.

Esse detalhe é importante: mesmo quando o processo começa online, a emissão da identidade ainda costuma exigir presença física em algum momento. Isso acontece porque a biometria é uma das bases de segurança do novo documento.

Onde a carteira pode ser entregue em casa

Em Minas Gerais, o portal oficial do estado informa que o cidadão pode escolher receber a CIN pelos Correios ou retirar em unidade de atendimento. O prazo informado é de até 15 dias úteis, com até três tentativas de entrega. Se não houver sucesso, o documento retorna ao local de emissão para retirada posterior, segundo o MG.GOV.BR.

No Rio de Janeiro, o Detran-RJ passou a oferecer a entrega em domicílio em 8 de dezembro de 2025. O serviço é gratuito, depende de atendimento em posto que tenha essa modalidade e prevê prazo de 12 dias úteis, também com três tentativas de entrega, de acordo com o Detran-RJ.

Por que não dá para generalizar para todo o Brasil

Embora a CIN seja nacional, a emissão continua sendo executada pelos institutos de identificação dos estados e do Distrito Federal. Por isso, agendamento, documentos aceitos, prazo, taxa de segunda via, entrega pelos Correios e grau de digitalização do serviço podem variar de uma unidade da federação para outra.

O próprio governo federal orienta o cidadão a consultar o serviço do seu estado pela página oficial da CIN. Em fevereiro de 2026, o Ministério da Gestão informou que o país já havia alcançado 45 milhões de emissões do novo documento, em meio à expansão gradual do atendimento e da integração com o Gov.br, segundo o MGI.

Como saber o que vale no seu estado

Antes de agendar, o mais seguro é verificar no portal estadual ou na página federal da identidade quais etapas já foram digitalizadas na sua região. Em geral, vale checar:

  • se o pedido pode começar online;

  • se há necessidade de comparecimento para foto e biometria;

  • se existe entrega em casa ou retirada presencial;

  • qual é o prazo estimado de emissão;

  • quais documentos civis precisam ser apresentados.

O que o leitor precisa guardar

A informação correta, hoje, é a seguinte: a nova identidade pode, sim, ter etapas online e até entrega em casa, mas isso depende do estado. No RS, o avanço está no pedido digital com etapa presencial reduzida. Em MG e no RJ, a entrega domiciliar já aparece como opção em regras oficiais. Fora desses casos, o caminho padrão continua sendo consultar o órgão emissor local e verificar como a CIN está funcionando na sua cidade.

Para a maioria das pessoas, a dica mais útil é simples: não assumir que o serviço é igual em todo o país. A CIN é nacional, mas a experiência de emissão ainda é, na prática, estadual.

Autor

Advogada, apaixonada por livros e séries. Também atuo como editora de conteúdos de variedades, unindo informação, criatividade e comunicação.