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Nestlé desiste dos sorvetes após queda nos lucros; entenda a decisão

Nestlé desiste dos sorvetes após queda nos lucros; entenda a decisão
Ilustração gerada por IA

Tchau, sorvete! Após queda de 17% nos lucros, a Nestlé confirmou a venda de suas operações no setor. Saiba quais produtos serão o novo foco da marca.

Atualizado em 24 de fevereiro de 2026 às 14:00

A Nestlé anunciou uma mudança de peso em sua estratégia corporativa: a gigante dos alimentos vai deixar definitivamente o negócio de sorvetes. A ideia é simples e direta: focar onde o dinheiro realmente está. Agora, a empresa vai concentrar seus esforços — e investimentos — em categorias como Café, Nutrição e Cuidados com Animais de Estimação, que sozinhas já garantem mais de 70% de todas as vendas da marca.

Menos complicação, mais foco

Essa virada de chave faz parte do plano do presidente da Nestlé, Philipp Navratil, para dar um gás no desempenho da empresa. Em vez de atirar para todos os lados, a companhia quer simplificar as coisas.

Em comunicado, Navratil explicou que a ideia é reduzir a complexidade do portfólio. "Estamos acelerando a nossa estratégia e concentrando nosso portfólio em quatro negócios, liderados por nossas marcas mais fortes, com recursos priorizados e uma organização mais simplificada", destacou o executivo. Além dos três pilares principais, a empresa também quer crescer regionalmente no setor de Alimentos e Lanches.

Quem assume os sorvetes agora?

A Nestlé não vai simplesmente fechar as portas de suas fábricas de sorvete, mas sim passar o bastão. As conversas, que começaram em janeiro, envolvem a venda das operações que ainda restavam para a Froneri — uma joint venture criada em 2016 pela própria Nestlé em parceria com a PAI Partners.

A maior parte desse negócio já estava nas mãos da Froneri. O que está sendo negociado agora é a fatia final, que inclui as operações no Canadá, Chile, Peru, China, Malásia e Tailândia.

Mas por que abrir mão dos sorvetes?

Apesar de a Nestlé admitir que sua divisão de sorvetes é "forte", a avaliação interna é que ela se tornou "pequena" perto do resto, acabando por desviar a atenção da empresa do que realmente importa. Na prática, é um movimento clássico de ajuste: cortar o que dá mais trabalho do que retorno em escala, para colocar energia nos produtos que já são os grandes campeões de vendas globais.

A pressão dos números

Essa reorganização não vem do nada. Os resultados financeiros de 2025 ajudam a explicar a pressa da Nestlé em arrumar a casa. No ano passado, a companhia viu seu lucro líquido cair 17%, fechando em US$ 9 bilhões (cerca de R$ 47 bilhões), contra os US$ 10,9 bilhões registrados em 2024.

As vendas totais também deram uma encolhida de 2%. Com esse cenário, simplificar a operação e apostar as fichas nas áreas mais lucrativas foi a saída encontrada para fazer a empresa voltar a crescer com força nos seus principais mercados.

Autor

Acadêmica e Técnica em Sistemas. Apaixonada por games e cultura nerd, conecta tecnologia e comunicação para criar soluções práticas e informações úteis para o dia a dia.