Se você está acostumado com jogos de pets fofinhos onde tudo é paz e amor, prepare-se para um choque de realidade. A dupla Edmund McMillen e Tyler Glaiel — as mentes perturbadas por trás do clássico indie The Binding of Isaac — decidiu que era hora de reinventar o gênero com Mewgenics.
O jogo tem chamado a atenção na Steam e nas redes sociais por ser exatamente o oposto do que se espera de um "jogo de gatinhos".
O que é o jogo?
Imagine misturar a complexidade de The Sims, a coleção de criaturas de Pokémon e uma pitada generosa de loucura científica e humor ácido.
Em Mewgenics, seu objetivo é criar, cruzar e treinar gerações de gatos. Mas esqueça os ronronados bonitinhos: aqui, a genética é levada ao extremo bizarro. O sistema do jogo permite criar felinos com características imprevisíveis, desde cabeças gigantes e múltiplos olhos até caudas de escorpião ou habilidades elementais estranhas.
Por que ele se destaca?
Além do visual em preto e branco super estiloso e desenhado à mão (que lembra os desenhos animados antigos), o jogo brilha na sua profundidade.
Não é apenas sobre criar bichos estranhos; é um RPG tático e estratégico. Cada cruzamento gera resultados únicos, e você precisa gerenciar essa "família" caótica, lidando com doenças, traços de personalidade duvidosos e combates por turno. É o tipo de jogo onde nenhuma partida é igual à outra. Mewgenics é um prato cheio para quem gosta de sistemas complexos e não tem medo de um pouco de humor negro. É a prova de que a biologia digital pode ser muito divertida (e, francamente, um pouco assustadora).