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Correios lançam leilões de imóveis para levantar R$ 2 bilhões

Correios lançam leilões de imóveis para levantar R$ 2 bilhões
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Estatal prevê arrecadar R$ 2 bilhões com venda de imóveis e detalha medidas do plano de reestruturação financeira.

Atualizado em 06 de fevereiro de 2026 às 10:47

Os Correios iniciaram nesta semana a venda de parte de seu portfólio imobiliário em leilões agendados para 12 e 26 de fevereiro em Brasília e em outras cidades, com a meta de levantar R$ 2 bilhões em receitas extraordinárias destinadas a compensar o déficit financeiro da estatal.

A lista de propriedades disponíveis ainda está em elaboração, mas ao menos 50 imóveis sem uso operacional já foram alienados para reforçar imediatamente o caixa da empresa.

Com a combinação de venda de ativos e corte de custos, a estatal busca reconquistar a sustentabilidade financeira sem repassar o ônus aos usuários dos serviços postais.

Detalhes dos leilões e metas de receita

A estatal programou dois novos certames para o próximo mês e pretende dispor de imóveis comerciais e terrenos que não impactam a entrega de correspondências e encomendas. A expectativa é que os recursos obtidos sejam integralmente destinados ao plano de recuperação financeira dos Correios.

Resultados da reestruturação e corte de custos

No final do ano passado, os Correios captaram R$ 12 bilhões em operações de crédito com o objetivo de estancar a crise de liquidez e financiar iniciativas de modernização operacional.

Além da venda de ativos, o pacote de reestruturação inclui o relançamento do Programa de Demissão Voluntária (PDV), aberto para até 15 mil empregados entre 2026 e 2027, com economia anual estimada em R$ 2,1 bilhões a partir de 2028.

Essas medidas combinadas visam reduzir a rigidez da estrutura de custos dos Correios, preparando a empresa para operar com maior eficiência e competitividade no médio prazo.

O plano também prevê o reequilíbrio do plano de saúde dos funcionários e a renegociação de passivos judiciais, iniciativas que somam uma expectativa de redução de despesas da ordem de R$ 5 bilhões até 2028.

Investimentos em modernização e expansão

Em paralelo ao corte de despesas, os Correios anunciam investimentos de R$ 4,4 bilhões para o período entre 2027 e 2030, financiados pelo Novo Banco de Desenvolvimento.

A parceria com o Novo Banco de Desenvolvimento sinaliza confiança internacional no potencial de recuperação dos Correios e garante as condições de financiamento em longo prazo.

  • Automação dos centros de tratamento de correspondências.

  • Renovação e descarbonização da frota de veículos.

  • Modernização da infraestrutura de tecnologia da informação.

  • Redesenho da malha logística.

O cronograma de gastos e as fontes de recursos foram estruturados para equilibrar as ações de eficiência com a ampliação das capacidades operacionais, reforçando a atuação dos Correios no mercado de encomendas expressas e logística.

Impactos e próximos passos

A alienação de imóveis representa um passo essencial para enfrentar o desafio fiscal que a empresa enfrenta, mas especialistas alertam que o sucesso do plano dependerá da execução rigorosa das demais iniciativas de corte de custos e investimento.

O acompanhamento desses indicadores será crucial para avaliar se a estatal atinge o equilíbrio financeiro e retoma o crescimento sustentável.

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