O Carnaval 2026 chegou e, com ele, a vontade de registrar cada momento da folia. Mas se você está pensando em colocar seu drone no ar para filmar o trio elétrico ou o bloquinho de rua, é melhor pensar duas vezes — ou pelo menos ler as regras com atenção.
A Força Aérea Brasileira (FAB), através do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), e a Marinha do Brasil emitiram alertas rigorosos para este feriado. O objetivo é garantir a segurança não apenas de quem está no chão, mas também do espaço aéreo, que fica congestionado com helicópteros de segurança e transmissão.
A Regra de Ouro: Nada de voar sobre multidões
O maior erro dos pilotos amadores é achar que podem voar livremente sobre a multidão. Pela legislação brasileira (RBAC-E nº 94), é proibido voar sobre pessoas não envolvidas na operação sem a autorização expressa delas ou sem uma barreira de proteção.
Ou seja: voar em cima da "muvuca" do bloco sem autorização especial da ANAC e do DECEA é infração grave.
O que é necessário para voar legalmente?
Para não ter o equipamento apreendido pela polícia ou fiscalização, todo piloto de drone (mesmo recreativo) precisa:
Homologação: O drone deve ser homologado pela Anatel.
Cadastro: Ter o cadastro no sistema SISANT (da ANAC).
Solicitação de Voo: Pedir permissão de voo pelo sistema SARPAS (do DECEA) antes de decolar.
Marinha também está de olho
Não é só no céu que a fiscalização apertou. A Marinha do Brasil intensificou a operação "Verão 2026", focando em jet skis e lanchas que acompanham festas náuticas ou blocos na orla. A combinação de álcool e direção de embarcações será o foco principal das blitze.
Veredito
O drone oferece imagens incríveis, mas o risco de um acidente (queda sobre foliões) ou de interferir em aeronaves da polícia é real. Se você não é um profissional credenciado, a recomendação é clara: deixe o drone em casa e curta a festa do chão. A segurança de todos vem antes do take perfeito.