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Butantan‑DV: vacinação nacional contra dengue começa segunda

Butantan‑DV: vacinação nacional contra dengue começa segunda
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Profissionais da atenção primária do SUS serão imunizados com a Butantan‑DV, em dose única, e R$ 1,4 bilhão em produção e R$ 1,8 bilhão em modernização ampliam a soberania sanitária.

Atualizado em 09 de fevereiro de 2026 às 14:09

O governo federal lançou nesta segunda-feira (9), durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Instituto Butantan em São Paulo, a vacinação de todos os profissionais de saúde da atenção primária do SUS contra a dengue, com a Butantan‑DV, primeira dose única 100% nacional eficaz contra os quatro sorotipos do vírus.

A medida privilegia operadores de unidades básicas de saúde cadastrados no Programa Nacional de Imunizações e integra um investimento inicial de R$ 1,4 bilhão em produção de vacinas e soros pelo Ministério da Saúde e pela Fundação Butantan.

O anúncio ocorre diante da perspectiva de novas ondas sazonais da doença, que atinge milhões de brasileiros e pressiona sistemas de saúde em todo o país.

O Ministério da Saúde adquiriu 3,9 milhões de doses do imunizante, e o Instituto Butantan já enviou 1,3 milhão ao PNI após registro na Anvisa em novembro de 2025.

Desenvolvimento e aprovação da vacina

Foram cerca de 15 anos de pesquisa para chegar à Butantan‑DV, segundo Esper Kallás, diretor do Instituto. A vacina foi testada em Botucatu (São Paulo), Maranguape (Ceará) e Nova Lima (Minas Gerais) antes de receber o aval regulatório.

Hoje é o pontapé incial após provarmos que vacina de dose única é segura. A expectativa é ter mais 25 milhões de doses até o fim do ano.

Investimentos e expansão fabril

Além do foco na dengue, o evento formalizou um pacote de R$ 1,8 bilhão para ampliar e modernizar a produção de vacinas e soros no Instituto Butantan. Do total, R$ 1 bilhão sai do Novo PAC, do governo federal, e cerca de R$ 400 milhões são aportes da Fundação Butantan.

  • Fábrica de HPV: planta para 20 milhões de doses anuais contra o Papilomavírus Humano;

  • Tecnologia mRNA: reforma de unidade para vacinas de RNA mensageiro contra Covid‑19 e raiva;

  • Vacina DTPa: linha para 6 milhões de doses da tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche);

  • Produção de soros: expansão para dobrar a capacidade de 600 mil a 1,2 milhão de frascos anuais;

Estratégia no SUS e próximos passos

O início da campanha foi simbolizado pela vacinação do diretor Esper Kallás e de agentes comunitários, realizada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com a presença do vice‑presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Padilha destacou que o cadastramento nas UBS orienta a distribuição e reforçou o caráter social da operação:

É um marco histórico que vai colocar o Butantan como um dos maiores complexos do mundo. Mas diferente de outros polos industriais, essse aqui é 100% SUS para tratar as pessoas no Brasil e cada vez mais no mundo, para salvar vidas, e não apenas obter lucros.

O cronograma prevê a aplicação em dose única a partir desta segunda-feira, visando acelerar a proteção e otimizar a logística em regiões mais afetadas.

A iniciativa marca não apenas um avanço no controle de epidemias, mas reforça a estratégia brasileira de soberania biotecnológica e autonomia produtiva, reduzindo a dependência de insumos importados e fortalecendo a resposta a futuras emergências sanitárias.

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