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Bitcoin perde força em 2026? BTC acumula quatro meses seguidos de queda e mercado questiona ciclo de alta

Bitcoin perde força em 2026? BTC acumula quatro meses seguidos de queda e mercado questiona ciclo de alta
Pexel

BTC acumula quatro meses seguidos no vermelho, analistas apontam possível topo em US$ 126 mil e suporte em US$ 74 mil como decisivo

Atualizado em 15 de fevereiro de 2026 às 17:14

Mercado começa a descartar retomada do bull market

Dados do TradingView mostram que o BTCUSD chegou a subir cerca de 2% no intradia, mas a recuperação ocorreu depois de o preço tocar US$ 74.532, o menor nível em 16 meses na corretora Bitstamp.

Mesmo com o repique, o consenso entre participantes do mercado é pessimista. Níveis em torno de US$ 74.000 ou abaixo passaram a ser citados com frequência como possíveis próximos alvos, caso o suporte atual seja perdido.

A mesa de operações da QCP Capital alertou que os próximos dias serão decisivos:

“Um fechamento consistente abaixo de US$ 74 mil aumenta significativamente o risco de uma correção mais profunda, podendo levar todo o mercado cripto de volta à faixa de negociação observada em 2024.”

Analistas apontam US$ 126 mil como possível topo do Bitcoin

A confiança em uma retomada rápida do movimento de alta parece limitada. O trader Jelle afirmou em publicação recente que a estrutura de tendência foi rompida:

“Novo fechamento semanal em mínima. A tendência de alta foi encerrada de forma confirmada. Deve levar tempo até uma reversão.”

Na mesma linha, o analista Rekt Capital destacou que o Bitcoin dificilmente voltará a desafiar sua máxima histórica de US$ 126.200, registrada em outubro de 2025:

“Tudo indica que aquele nível marcou o topo.”

Quatro meses no vermelho: sinal raro na história do BTC

Segundo dados da CoinGlass, janeiro marcou o quarto candle mensal consecutivo de queda para o Bitcoin — algo que ocorreu apenas duas vezes antes, durante os mercados de baixa de 2014 e 2018.

Esse padrão histórico reforça o argumento de que o ativo pode estar passando por uma fase prolongada de correção, em vez de um simples ajuste pontual dentro de um bull market.

Queda do ouro pode beneficiar o mercado cripto

Apesar do cenário negativo, alguns analistas veem espaço para uma virada no médio prazo, especialmente diante dos movimentos recentes do ouro.

Após meses em trajetórias opostas, Bitcoin e ouro mostraram comportamento semelhante no curto prazo. O XAU/USD, que vinha renovando máximas, recuou fortemente e tentou se estabilizar próximo de US$ 4.700 por onça.

A QCP Capital relacionou essa correção à nomeação de Kevin Warsh como próximo presidente do Federal Reserve dos EUA:

“A mudança pesou sobre a demanda por metais preciosos sem rendimento, movimento intensificado por exigências mais altas de margem nos mercados futuros, o que acelerou o fechamento de posições alavancadas.”

“Quando o ouro para, o Bitcoin costuma reagir”, diz analista

Para o trader e empreendedor cripto Michaël van de Poppe, o Bitcoin ainda pode seguir padrões históricos conhecidos. Segundo ele, o BTC costuma reagir com atraso após o ouro atingir um topo relevante.

“Historicamente, quando o ouro faz topo, o Bitcoin vem depois. Quando o BTC retorna acima de US$ 88 mil, o Ethereum acompanha. Esse ritmo não muda, apenas ficou mais complexo.”

Van de Poppe acredita que novas máximas para ouro e prata não devem ocorrer tão cedo:

“Não vejo novos recordes para metais preciosos durante 2026. Isso pode abrir espaço — ou ‘as comportas’ — para uma nova fase de valorização do mercado cripto.”

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