Nem tudo o que vai bem no prato de um humano é seguro para um cachorro. Alguns alimentos comuns podem provocar vômitos, diarreia, anemia, convulsões, lesão renal e até risco de morte. A seguir, veja 10 itens que devem ficar fora do alcance do pet, por que eles fazem mal e o que fazer se houver ingestão acidental.
Os 10 alimentos que cães não devem comer
Chocolate
É um dos casos mais conhecidos de intoxicação em cães. O problema está na teobromina e na cafeína, substâncias que podem causar vômitos, diarreia, agitação, tremores, arritmia e convulsões. Em geral, quanto mais escuro o chocolate, maior o risco.Café e produtos com cafeína
Café, cápsulas, energético, chá-mate, pó de café e outros produtos cafeinados também podem intoxicar. Os sinais incluem sede excessiva, hiperatividade, aumento da frequência cardíaca, tremores e, nos casos graves, convulsões.Uvas e passas
Mesmo pequenas quantidades podem ser perigosas para alguns cães. O principal temor é a lesão renal aguda. Os primeiros sinais costumam incluir vômitos, diarreia, apatia e perda de apetite.Cebola
Seja crua, cozida, frita, em pó ou presente em temperos prontos, a cebola pode lesar glóbulos vermelhos e levar à anemia. O cachorro pode apresentar fraqueza, mucosas mais pálidas, falta de energia e desconforto gastrointestinal.Alho
O alho pertence ao mesmo grupo da cebola, o das plantas do gênero Allium, e também pode causar irritação gastrointestinal e dano às células sanguíneas. O risco aumenta com quantidade, concentração e repetição da exposição.Xilitol
Esse adoçante aparece em chicletes sem açúcar, balas, alguns cremes dentais, geleias, pastas de amendoim, xaropes e suplementos. Em cães, pode derrubar a glicose muito rápido e ainda causar lesão hepática. Em alguns casos, os sinais começam em 20 minutos.Bebidas alcoólicas e alimentos com álcool
Cerveja, vinho, drinks, sobremesas alcoólicas e receitas com teor alcoólico são perigosos. O álcool é absorvido rapidamente e pode provocar vômitos, descoordenação, dificuldade respiratória, tremores, coma e morte.Massa crua com fermento biológico
Esse é um risco menos óbvio, mas importante. A massa pode crescer dentro do trato digestivo, causar acúmulo de gases, dor intensa e dilatação do estômago. Além disso, a fermentação produz álcool.Noz-macadâmia
É um alimento associado a fraqueza, vômitos, tremores, febre e falta de coordenação em cães. Segundo materiais veterinários consultados, os sintomas costumam aparecer em até 12 horas.Alimentos muito salgados
Salgadinhos, petiscos ultrassalgados, restos de churrasco muito temperados e grandes quantidades de sal podem provocar sede intensa, aumento da micção, vômitos, diarreia, tremores e convulsões.
Por que isso importa na prática
O risco não depende só do alimento. Peso, porte, quantidade ingerida, forma de preparo e saúde prévia do animal mudam bastante o desfecho. Um pedaço pequeno de chocolate ao leite não tem o mesmo potencial tóxico de chocolate amargo, assim como uva, passa e xilitol podem causar emergência mesmo em ingestões aparentemente modestas.
Outro ponto importante: muitos acidentes acontecem com alimentos “escondidos” em receitas. Molhos prontos, bolos, pães crus, doces sem açúcar, temperos industrializados e petiscos de mesa podem reunir mais de um ingrediente perigoso ao mesmo tempo.
Sinais de alerta após ingestão
Se o cachorro comeu algo suspeito, observe com atenção sintomas como:
vômitos ou diarreia;
apatia ou fraqueza;
agitação fora do normal;
tremores;
dificuldade para andar;
sede excessiva;
barriga distendida ou dor abdominal;
convulsões.
Esses sinais não fecham diagnóstico sozinhos, mas ajudam a indicar que o caso pode exigir atendimento rápido.
O que fazer se o cachorro comer um desses alimentos
A orientação mais segura é procurar um veterinário imediatamente e informar o que foi ingerido, em que quantidade, há quanto tempo e qual o peso do animal. Se possível, leve a embalagem do produto ou uma foto do rótulo.
Não tente provocar vômito por conta própria sem orientação profissional. Dependendo do alimento e do estado do cachorro, isso pode piorar o quadro.
Como evitar novos acidentes
não ofereça restos de comida sem saber exatamente o que há na receita;
guarde doces, chicletes, chocolates e temperos fora do alcance;
atenção especial a festas, churrascos e visitas, quando o pet costuma ganhar “agrado” de mais de uma pessoa;
avise crianças e convidados sobre o que o cachorro não pode comer;
prefira petiscos próprios para cães e aprovados pelo veterinário.
O que o tutor deve guardar desta lista
Entre os alimentos mais perigosos, alguns merecem atenção redobrada por aparecerem com frequência em casa: chocolate, uvas e passas, cebola, alho e xilitol. Eles estão entre os itens mais citados por entidades veterinárias e de toxicologia animal quando o assunto é intoxicação alimentar em cães.
As orientações deste texto foram checadas em materiais da ASPCA, da FDA, do Merck Veterinary Manual e do American Kennel Club.