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10 alimentos que cachorro não pode comer

10 alimentos que cachorro não pode comer
Cottonbro Studio - Pexels

Chocolate, uva, cebola e xilitol estão entre os itens que podem causar de mal-estar a emergência veterinária; saiba o que evitar e como agir.

Atualizado em 11 de março de 2026 às 20:28

Nem tudo o que vai bem no prato de um humano é seguro para um cachorro. Alguns alimentos comuns podem provocar vômitos, diarreia, anemia, convulsões, lesão renal e até risco de morte. A seguir, veja 10 itens que devem ficar fora do alcance do pet, por que eles fazem mal e o que fazer se houver ingestão acidental.

Os 10 alimentos que cães não devem comer

  1. Chocolate
    É um dos casos mais conhecidos de intoxicação em cães. O problema está na teobromina e na cafeína, substâncias que podem causar vômitos, diarreia, agitação, tremores, arritmia e convulsões. Em geral, quanto mais escuro o chocolate, maior o risco.

  2. Café e produtos com cafeína
    Café, cápsulas, energético, chá-mate, pó de café e outros produtos cafeinados também podem intoxicar. Os sinais incluem sede excessiva, hiperatividade, aumento da frequência cardíaca, tremores e, nos casos graves, convulsões.

  3. Uvas e passas
    Mesmo pequenas quantidades podem ser perigosas para alguns cães. O principal temor é a lesão renal aguda. Os primeiros sinais costumam incluir vômitos, diarreia, apatia e perda de apetite.

  4. Cebola
    Seja crua, cozida, frita, em pó ou presente em temperos prontos, a cebola pode lesar glóbulos vermelhos e levar à anemia. O cachorro pode apresentar fraqueza, mucosas mais pálidas, falta de energia e desconforto gastrointestinal.

  5. Alho
    O alho pertence ao mesmo grupo da cebola, o das plantas do gênero Allium, e também pode causar irritação gastrointestinal e dano às células sanguíneas. O risco aumenta com quantidade, concentração e repetição da exposição.

  6. Xilitol
    Esse adoçante aparece em chicletes sem açúcar, balas, alguns cremes dentais, geleias, pastas de amendoim, xaropes e suplementos. Em cães, pode derrubar a glicose muito rápido e ainda causar lesão hepática. Em alguns casos, os sinais começam em 20 minutos.

  7. Bebidas alcoólicas e alimentos com álcool
    Cerveja, vinho, drinks, sobremesas alcoólicas e receitas com teor alcoólico são perigosos. O álcool é absorvido rapidamente e pode provocar vômitos, descoordenação, dificuldade respiratória, tremores, coma e morte.

  8. Massa crua com fermento biológico
    Esse é um risco menos óbvio, mas importante. A massa pode crescer dentro do trato digestivo, causar acúmulo de gases, dor intensa e dilatação do estômago. Além disso, a fermentação produz álcool.

  9. Noz-macadâmia
    É um alimento associado a fraqueza, vômitos, tremores, febre e falta de coordenação em cães. Segundo materiais veterinários consultados, os sintomas costumam aparecer em até 12 horas.

  10. Alimentos muito salgados
    Salgadinhos, petiscos ultrassalgados, restos de churrasco muito temperados e grandes quantidades de sal podem provocar sede intensa, aumento da micção, vômitos, diarreia, tremores e convulsões.

Por que isso importa na prática

O risco não depende só do alimento. Peso, porte, quantidade ingerida, forma de preparo e saúde prévia do animal mudam bastante o desfecho. Um pedaço pequeno de chocolate ao leite não tem o mesmo potencial tóxico de chocolate amargo, assim como uva, passa e xilitol podem causar emergência mesmo em ingestões aparentemente modestas.

Outro ponto importante: muitos acidentes acontecem com alimentos “escondidos” em receitas. Molhos prontos, bolos, pães crus, doces sem açúcar, temperos industrializados e petiscos de mesa podem reunir mais de um ingrediente perigoso ao mesmo tempo.

Sinais de alerta após ingestão

Se o cachorro comeu algo suspeito, observe com atenção sintomas como:

  • vômitos ou diarreia;

  • apatia ou fraqueza;

  • agitação fora do normal;

  • tremores;

  • dificuldade para andar;

  • sede excessiva;

  • barriga distendida ou dor abdominal;

  • convulsões.

Esses sinais não fecham diagnóstico sozinhos, mas ajudam a indicar que o caso pode exigir atendimento rápido.

O que fazer se o cachorro comer um desses alimentos

A orientação mais segura é procurar um veterinário imediatamente e informar o que foi ingerido, em que quantidade, há quanto tempo e qual o peso do animal. Se possível, leve a embalagem do produto ou uma foto do rótulo.

Não tente provocar vômito por conta própria sem orientação profissional. Dependendo do alimento e do estado do cachorro, isso pode piorar o quadro.

Como evitar novos acidentes

  • não ofereça restos de comida sem saber exatamente o que há na receita;

  • guarde doces, chicletes, chocolates e temperos fora do alcance;

  • atenção especial a festas, churrascos e visitas, quando o pet costuma ganhar “agrado” de mais de uma pessoa;

  • avise crianças e convidados sobre o que o cachorro não pode comer;

  • prefira petiscos próprios para cães e aprovados pelo veterinário.

O que o tutor deve guardar desta lista

Entre os alimentos mais perigosos, alguns merecem atenção redobrada por aparecerem com frequência em casa: chocolate, uvas e passas, cebola, alho e xilitol. Eles estão entre os itens mais citados por entidades veterinárias e de toxicologia animal quando o assunto é intoxicação alimentar em cães.

As orientações deste texto foram checadas em materiais da ASPCA, da FDA, do Merck Veterinary Manual e do American Kennel Club.

Autor

Biólogo e Médico Veterinário, com atuação voltada à saúde e bem-estar animal. Possui interesse nas áreas de clínica médica de pequenos animais.